30/01/2012 19:31
Prometida para o ano passado, o edital da licitação que vai permitir que redes de ensino comprem tablets a custo mais barato para serem utilizados pelos alunos ainda não está concluído. O Ministério da Educação ainda não fechou a definição dos pré-requisitos do aparelho. "Tem de ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo", disse hoje Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do Ministério.
Segundo o diretor, os tablets não irão substituir os laptops, parte de outro programa do MEC (Um Computador por Aluno), mas para complementar as tecnologias existentes nas escolas. Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por prefeituras e governos estaduais - o número inclui máquinas que já foram solicitadas e estão a caminho das escolas.
De acordo com a agência Brasil, considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes que têm um computador em mãos hoje dentro da sala de aula representa menos de 2% das matrículas - se cada máquina estiver sendo utilizada individualmente, como previa o projeto original. Segundo Gotti, a intenção nunca foi universalizar o programa e levar os laptops a todos os alunos.
O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritários pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos se tiverem interesse já está sendo produzido.
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