28/06/2012 19:26
A Orange Business Service, o braço da France Telecom para soluções do mercado corporativo, encerrou o processo de upgrade da sua rede MPLS em toda a América Latina, ampliando em 10 vezes a capacidade do backbone que já está todo preparado para o mundo IPV6. Esse processo, iniciado em 2011 no Brasil e Chile para depois ser estendido aos demais países, vai permitir mais rapidez no tráfego dos dados dos clientes mas, principalmente, que haja mais qualidade na transmissão de vídeos, a grande coqueluche na área empresarial e que promete ainda mais expansão nos próximos anos.
Apesar de não contar no país com o apoio de uma operação móvel, como ocorre na França e em outros países, a empresa tem tido impacto em seus negócios da mobilidade em si. Suas soluções de vídeo, por exemplo, que permitem a realização de conferências, precisa prever a entrada no sistema de dispositivos móveis. Na área da oferta dos sistemas de segurança, a companhia apresenta alternativas para a prática cada vez maior do fenômeno conhecido como BYOD (Bring Your Own Device).
Em parceria com a Cisco, a empresa tem em seu portfolio uma solução de telepresença. Mas, apesar de ter conquistado clientes importantes, o sistema esbarrou em alguns obstáculos -- principalmente a capilaridade e custo da banda larga exigidos pela ferramenta -- e não cresceu como o esperado. Mas isso não afetou o desempenho da Orange que atendeu à demanda dos clientes com outros recursos, como o Open Videoconferencia. "Ele permite a interligação de diversos sistemas de vídeo, inclusive da telepresença", observou Renato Leite, diretor de marketing.
Na sua avaliação, o crescimento da demanda por soluções de vídeos para as empresas cresce em ritmo explosivo. E isso leva a uma outra ponta em que a empresa tem encontrado espaço para crescer, o de soluções de aceleração das aplicações. Com elas, diz o executivo, é possível enxergar melhor o que está na rede e, dessa forma, fazer um gerenciamento mais efetivo do tráfego.
O forte da Orange no Brasil continua sendo a sua presença junto a clientes multinacionais, onde estão, por exemplo, Souza Cruz, WEG, Carrefour, Alcoa e Renault. "O Brasil ganha cada vez mais importância na companhia", observou Carlos Monaco, diretor de vendas. Isso envolve até um fluxo maior de executivos que chegam ao país para participar dos negócios da operação brasileira. Por política global, a empresa não divulga faturamento, mas sua meta é de uma expansão de 20% ao ano para dobrar seu tamanho nos próximos cinco anos.
Um outro mercado que vem sendo observado com mais apuro na América Latina pela Orange é o de soluções tecnológicas para a área médica. A empresa estabeleceu que seu centro de excelência para o mercado latino americano será a entrega de soluções -- inclusive rede RFID -- para o Hospital San Vicente, em Bogotá. "Com esse expertise deveremos avançar nessa área em outros mercados", comentou Monaco.
Wanise Ferreira
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