28/06/2012 19:33
Aos poucos, a mobilidade se tornou uma grande parceira da Mitel para elevar as vendas de soluções de comunicação unificada. A partir daí a empresa também conseguiu acelerar o crescimento dos serviços de voz e vídeo baseados em IP -- o ponto forte da empresa canadense -- e garantir taxas de expansão maiores no país. Isso pode levar a companhia a conseguir escala suficiente para cumprir a promessa feita à EBX -- empresa pertencente ao empresário Eike Batista e um dos seus maiores clientes -- que foi a de um centro de desenvolvimento no país e produção local dos aparelhos de telefonia IP que comercializa.
"Talvez em três anos já tenhamos condições de dar início a uma produção local", observou Paulo Ricardo Pinto, presidente da empresa. Por enquanto, a companhia tratou de reforçar a sua política comercial e por meio de parceria com a N1 Telecom implantou no país o seu primeiro Centro de Treinamento de Canais.
A solução de mobilidade da Mitel, que permite o cadastramento de até 8 devices que passarão a contar com uma identidade única. "O melhor é que nossa solução é agnóstica para o hardware, trabalhamos com todas as tecnologias e sistemas operacionais", reforçou o executivo. Ela permite, inclusive, que ao chegar a um quarto de hotel falando em um dispositivo móvel o cliente faça o cadastramento do ramal que estará e pode transferir a ligação para o outro aparelho sem que a ligação caia.
Há 18 meses no Brasil, a Mitel possui uma base grande de terminais cadastrados em seus clientes. Somente na EBX, por exemplo, ela conta com mais de 200 terminais Blackberry cadastrados além de outros aparelhos iPhone e com a tecnologia Android.
O presidente da Mitel também percebe um aumento da demanda por soluções que permitam a transmissão de vídeos entre os executivos. "Há um potencial enorme, mas ainda precisamos de redes móveis com mais velocidade para garantir a qualidade do serviço", afirmou.
Com presença em 90 países, a Mitel apresentou globalmente uma receita anual de US$ 700 milhões. Com o passar dos anos, a empresa que tinha um ponto forte na venda de equipamentos para telefonia IP passou a aumentar a participação das soluções de software na sua receita. "Hoje 70% do que vendemos é software", observou Pinto.
Wanise Ferreira
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