29/08/2012 18:51
O mercado brasileiro de PCs demonstrou sinais de desaceleração durante o primeiro semestre de 2012, chegando ao total de 7,8 milhões de computadores comercializados e um crescimento de 2% em relação ao primeiro semestre de 2011, segundo o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, realizado pela IDC. Em previsões realizadas no início do ano, a expectativa era de um crescimento de 7% para o período.
De acordo com o estudo, a taxa de crescimento do Brasil foi a pior entre os países do BRIC: Rússia cresceu 37%, Índia 9% e China 3%.“Durante o primeiro semestre, o país enfrentou dificuldades econômicas que afetaram diversos setores, inclusive o de bens de consumo para o segmento de informática. Apesar das tentativas do governo em reaquecer a economia, observamos uma insegurança maior por parte das empresas em realizar novos investimentos frente a um cenário de crise internacional e uma instabilidade na confiança do consumidor brasileiro.” observou Attila Belavary, analista do mercado de PCs da IDC Brasil.
Das máquinas vendidas no primeiro semestre de 2012, 45% foram desktops e 55% notebooks (que incluem netbooks, ultrabooks e ultrafinos). “A diversidade de produtos é cada vez maior e atende o gosto e a necessidade específica do consumidor. O usuário doméstico tende a preferir a portabilidade dos notebooks e as empresas optam pela segurança dos desktops, que representam metade do segmento corporativo durante o período”, comentou o analista da IDC.
Do total de computadores comercializados, 27% foram destinados ao segmento corporativo, 67% ao segmento doméstico e 6% para Governo e educação. “A variação cambial foi responsável por reduzir o número de ofertas disponíveis no varejo e levou alguns fabricantes a aumentarem seu preço final. Além disso, a competição com outros dispositivos, como tablets e smartphones, fez com que os usuários tivessem que priorizar seu investimento”, completou Belavary.
Para a IDC Brasil, as vendas para este ano devem crescer 8% em relação ao ano passado e totalizar 17,2 milhões de PCs comercializados. A taxa foi reduzida dos 13% de crescimento prevista no início do ano. ”Apesar da expectativa otimista para o segundo semestre, que contará com um aumento de notebooks ultrafinos produzidos localmente e o lançamento do Windows 8, o cenário mundial de instabilidade econômica dificulta maiores crescimentos para toda a indústria”, finalizou.
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