Reorganização da faixa de 1,8 GHz é fundamental para LTE, diz estudo

Wireless Intelligence alerta para a necessidade de priorizar a compatibilidade de dispositivos móveis com esse espectro

06/09/2012 18:56

Um novo estudo da Wireless Intelligence destaca a necessidade de os fabricantes de dispositivos móveis priorizarem o desenvolvimento de dispositivos 4G LTE compatíveis com a faixa de 1,8 GHz. O espectro realocado, principalmente o de 1,8 GHz, atualmente é responsável por cerca de 40% do mercado global de quarta geração e continuará sendo importante nos próximos anos, diz o levantamento.

A Wireless Intelligence estima que as conexões LTE globais chegarão a 39 milhões de acessos neste trimestre, com 95 redes. Em 2016, o mercado global deverá superar 500 milhões de conexões distribuídas em  mais de 200 redes. No entanto, a adoção de LTE é dependente de quanto de novo espectro as operadoras móveis podem adquirir nas faixas chamadas de dividendo digital (700-800 MHz) e as bandas de extensão do IMT 2000 (2500-2600 MHZ), bem como a quantidade de espectro existente 2G/3G que poderá ser realocado  para serviços 4G.

Segundo o estudo, reguladores e governos desempenham um papel fundamental na adoção de redes LTE. No entanto, a incerteza em torno decisões regulatórias e a fragmentação complexo de frequências LTE continuam a impactar negativamente o desenvolvimento de dispositivos compatíveis com consumo.

A banda de dividendo digital é atualmente responsável por 57 % das conexões LTE globais, principalmente com os agressivos lançamentos em curso na América do Norte. Em contraste, a faixa de 2,5 GHz (que foi licitada para a quarta geração no Brasil)  suporta apenas 5 % das conexões LTE com a maioria das implementações na Europa. E as faixas realocadas respondem por 38%.

Até agora, há 27 redes em operação no mundo que utilizam a banda de 1,8 GHz. No mês passado, o Ofcom, órgão regulador do Reino Unido, deu permissão para que operadoras pudessem implementar a 4G usando esse espectro.

A Wireless Intelligence prevê que a parcela de conexões LTE globais que são frutos de realocamento de espectro permanecerá estável nos próximos quatro anos. Em 2016, as previsões da empresa são de que todos os três cenários de espectro serão responsáveis cada um por um terço do mercado global.

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